Crianças e Natureza
Para Richard Louv, jornalista, cofundador da rede internacional Children and Nature Network e autor do livro A Última Criança na Natureza, a relação atual das crianças com a natureza é muito diferente de algumas décadas atrás. Hoje elas estão desconectadas do ambiente natural.
As crianças têm bastante acesso à informação e entendimento sobre ameaças ambientais, no entanto, o contato físico com estes ambientes está diminuindo.
Para Louv, a infância está sofrendo de “transtorno de déficit de natureza” que traz consequências como obesidade, falta de atenção e hiperatividade. Ele levanta também as várias oportunidades de aprendizado pela natureza, desde a observação de insetos e aves até a exploração, como percorrer uma trilha no meio da mata ou subir em uma árvore.
Áreas verdes podem ser encontradas em parques, jardins, praças, hortas oferecendo uma importante ferramenta pedagógica e fonte de aprendizado e conhecimento.
Para o pesquisador, existem muitos obstáculos para aqueles que atuam na reconexão com a natureza. Um deles é a falta de hábito em realizar atividades ao ar livre com as crianças. Deve haver uma maior conscientização dos educadores e famílias a respeito desta necessidade.
Outra barreira é a desqualificação de atividades relacionadas à ecologia e educação ambiental. É preciso começar a entender e gerar oportunidades para o surgimento de novas profissões que promovam o contato, a proteção e restauração da natureza.
Outra questão importante é o “medo da natureza”. Muitas vezes esse medo parte dos pais e responsáveis que projetam nas crianças essa insegurança. Além do receio de que se machuquem de alguma forma, existe o medo de que o contato com plantas e insetos seja prejudicial à saùde.
Superar essas crenças é essencial para trabalhar a reaproximação das crianças com a natureza.
A NATUREZA COMO REFÚGIO
A natureza pode ser um refúgio de situações estressantes do cotidiano das crianças. O contato com o verde estimula a criatividade, é um espaço onde a criança pode reinventar uma realidade e recuperar a estabilidade emocional. Sozinha ou em grupo, ela pode explorar o ambiente, descobrir lugares secretos ou trabalhar em equipe em algum projeto fortalecendo vínculos afetivos.
Nesse sentido, é importante ressaltar, que a natureza, referindo-se a toda variedade de espécies de plantas e animais deve ser considerada como parte do ser humano e vice-versa.
Quando estamos em contato com outras espécies não nos sentimos tão sós. Isto seria parte da cura de muitas de nossas patologias.
Pesquisas indicam, cada vez mais a importância do contato com áreas verdes para o desenvolvimento cognitivo e neurológico de crianças e jovens, além da manutenção da saúde física e mental do ser humano.
Fonte: http://conexaoplaneta.com.br/blog/richard-louv-e-reconexao-com-a-natureza/
